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Segunda-feira, 29 de Junho de 2020 15:49

Técnicos fazem levantamento de fauna e flora para o Plano de Manejo do Parque Imperatriz Leopoldina

 

Áreas que eram vistas apenas em imagens de satélites agora começam a ser acessadas para o levantamento da flora e da fauna do Parque Natural Municipal Imperatriz Leopoldina (PNMIL). As saídas de campo fazem parte da atualização do Plano de Manejo do parque e tiveram início no mês de maio. O trabalho é realizado na Unidade de Conservação por técnicos da empresa Kuhn Assessoria e Consultoria em gestão ambiental, vencedora da licitação. O trabalho é coordenado pela Secretaria Municipal do Meio Ambiente (Semmam).

O Parque Municipal Imperatriz Leopoldina é destino para lazer de inúmeras famílias de São Leopoldo e da região, mas sua Unidade de Conservação ainda é pouco conhecida pela população. “É um tesouro municipal da cidade, abrigando centenas de espécies de plantas, de animais e mantendo protegida uma boa parte das margens do Rio dos Sinos”, disse o gestor da UC e biólogo do Jardim Botânico, Eduardo Rossetto, que acompanha o trabalho.

A UC tem uma extensão de aproximadamente 700 hectares e já foi selecionada como modelo de gestão municipal no projeto Áreas Protegidas Locais desenvolvido pelo ICLEI- Governos Locais pela Sustentabilidade, ganhando reconhecimento internacional.

“Pelas imagens de satélite, é possível enxergar a grande mancha verde incrustada em meio ao cinza da área urbana de São Leopoldo e Novo Hamburgo, constituindo uma das maiores áreas de preservação em área urbana da América Latina”, ressaltou.

As fotografias feitas nas saídas de campo mostram algumas das belezas guardadas na Unidade de Conservação. De acordo com o biólogo, o trabalho na UC é desafiador para os gestores e pesquisadores. “O método de amostragem exige que façamos o levantamento em pontos aleatoriamente espalhados na foto de satélite do parque”, explicou. De acordo com Rossetto, diversos grupos animais vão ser estudados, o que vai envolver o apoio de instituições de ensino. Ainda estão previstas mais de 20 saídas.

Rossetto relata que a única maneira de penetrar na mata é a pé e descreve algumas das barreiras geográficas na mata: “todo o lugar é um imenso banhado coberto de árvores; há enormes touceiras de taquaras espinhudas, nativas da região; brejos que formam verdadeiros muros de maricás e sarandis; solo pesado, que gruda nos pés e uma paisagem plana, sem muitos pontos de referência, que torna fácil mesmo um naturalista experiente se perder lá dentro. Todos esses obstáculos fazem do PNMIL uma UC extremamente difícil de ser explorada”. Ele conta que um dos objetivos do trabalho é alcançar o coração inexplorado do parque: o ponto mais distante das bordas da área demarcada.

O biólogo destaca que a finalidade do Plano de Manejo é garantir que seja cumprida a função da UC que é preservar, definindo planos na ordem administrativa e fiscal, ter zoneamentos, entender quais os conflitos com o entorno que ameaçam o parque e como solucioná-los. O Plano também deve contemplar outras medidas, entre elas, descobrir como exatamente se dá a dinâmica ecológica da UC para poder preservá-la; impedir a invasão de espécies exóticas; onde fiscalizar; quais os recursos e esforços que precisamos fazer pra dar conta de tudo isso.

"A área da Unidade de Conservação corresponde à área de 700 campos de futebol", observa o secretário do Meio Ambiente, Darci Zanini. O secretário salienta que o processo atual é muito relevante, pois além de atualizar o Plano de Manejo vai complementá-lo com novas informações e dados produzidos pelo trabalho de campo. O resultado deste trabalho será submetido ao conhecimento público em audiência pública, “Este processo definirá os aspectos que darão consistência e aprimoramento do Plano”, esclarece. O trabalho está previsto para ser concluído no final do ano.

 

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