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Quinta-feira, 13 de Agosto de 2020 17:17

A garantia de direitos humanos durante a pandemia foi tema de webinário da SEDHU

O vandalismo na sede da Associação Antônio Leite, onde foram pichadas frases e símbolos em apologia ao nazismo, racismo e homofobia e os a reação das pessoas diante de campanhas publicitárias que dão visibilidade à diversidade existente na sociedade brasileira. Esses dois temas foram objeto de diálogo no Webnário “Garantia de Direitos em tempos de pandemia: discutindo fascismo, racismo e homofobia”, promovido pela Secretaria Municipal de Direitos Humanos (SEDHU) da Prefeitura de São Leopoldo nos dias 11 e 12 de agosto.

O evento online contou com a participação dos painelistas que falaram sobre o contexto dos direitos humanos no município, no país e no mundo, apresentaram referências históricas, culturais, econômica.

 

No primeiro dia participaram como painelistas o prefeito de São Leopoldo, Ary Vanazzi, a socióloga e professora universitária, Suelen Aires Gonçalves, o presidente do Conselho Estadual de Direitos Humanos, Paulo Carbonari e a presidenta do Instituto Elos de Transformação, Débora Laitharth.

O prefeito analisou o crescimento do pensamento de ódio e preconceito na sociedade, que vem associado ao discurso do governo federal: “O presidente liberou o que estava reprimido na sociedade”. Para Vanazzi, a discussão com a sociedade é importante para apontar caminhos para consolidação de uma estratégia política de valorização da vida, de defesa dos direitos de todos os cidadãos e cidadãs.

Débora Laitharth falou sobre o trabalho do Instituto Elos de Transformação que atua desde 2017 com foco na inclusão de pessoas transexuais e travestis no mercado de trabalho. Neste período de pandemia, Débora falou que o Instituto está distribuindo alimentos. “As pessoas trans e travestis estão vivendo na marginalidade porque não tem oportunidade no mercado de trabalho”, relatou.

Os painelistas do segundo dia foram a deputada federal e ex-ministra da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República, Maria do Rosário (PT-RS); o professor doutor Solon Eduardo Annes Viola; além dos e os representantes da SEDHU, Nadir Maria de Jesus e Daniel Passaglia.

 

A deputada Maria do Rosário lembrou que se por um lado há quem ensine e propague o ódio a partir do racismo, machismo e lgbtfobia, por outro é necessário que as pessoas que disseminam o ódio saibam que também há quem ensina o amor. “Quando enfrentamos um governo que estimula esse debate de ódio, nós também estamos tendo uma atitude educativa, educadora”, disse a deputada. “Precisamos perceber o que é o fascismo, compreender a dimensão racista e homofóbica de um sistema baseado no medo, que procura tirar a liberdade”, sintetizou o professor Solón.

A íntegra das atividade pode ser acessadas na página: https://web.facebook.com/SEDHUSAOLEOPOLDO


[Imagem: Scom/PMSL | Texto: Vanessa Bueno Mtb 11.299 e José Luís Zasso Mtb. 17.341 | Scom/PMSL]

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